Olá queridos bloguistas, desde já agradeço o vosso carinho demonstrado pelo nascimento da minha pucunina, muito obrigado.
Ora vamos lá nós ao relato de "como foi o dia".
Como devem ter lido, eu tinha uma ecografia marcada para dia 13, mas nunca cheguei a ir a Luana resolveu vir mais cedo.
Comecei com contracções às 4 da manhã do dia 12 de Junho, quando começaram a ser intervaladas de 5 em 5 minutos lá fui eu a caminho para o Hospital, no caso, Hospital Amadora-Sintra.
Cheguei fizeram-me o CTG e o famoso toque que eu tanto tinha receio, a médica até agiu com cautela, mas mesmo assim é horrível, mas teve que ser. Mando-me novamente para casa, dizendo que ainda tinha só 2 dedos de dilatação, que estava melhor em casa, para voltar mais tarde.
Lá fui eu para casa, já cheia de dores, as contracções não paravam, andei pela casa de um lado para o outro, deitei-me, respirei, coloquei-me de cócoras, só faltava fazer o pino.
Às 16H voltei ao Hospital, fiz o CTG e fiquei já no Hospital.
Mal lá cheguei pedi logo a famosa "Epidural", e nada, recusaram-se, com a desculpa, que as coisas iam ser rápidas.
Colocaram-me numa sala de totalmente sozinha a lamentar-me para as paredes com dores, não deixaram entrar o meu amor para ao menos eu tentar ficar calma. De vez enquanto aparecia lá um médico, para fazer o toque, horrível, simplesmente horrível, muito bruto, rebentou-me as águas com um género de um ferro, e toca de meter a mão, ia trepando pela maca acima, já não me chegava as dores as contracções quanto mais o médico.
Continuei a pedir a epidural, já lágrimas corriam-me pela face, «Dê-me epidural, não aguento mais», e nada, desta vez já estava com vontade de enforcar o médico, do qual respondeu-me «Não seja maricas, que está quase, os anestesistas não podem vir que estão com as cesarianas».
Já estava quase a entrar em pânico, só aí a enfermeira com pena, ou sei lá o quê, resolveu chamar o Cláudio para o pé de mim, foi ele chegar e eu a entrar para a sala de partos com ele.
A parte da expulsão custou-me sim, foram ainda precisas várias tentativas, e só depois a enfermeira fez a famosa "episiotomia" porque a pucunina não cabia, levei bastantes pontos, por dentro e por fora.
Mas depois da minha pucunina ter saído, foi um alivio que nem sei explicar.
O pai portou-se muito bem, cortou o cordão umbilical, e teve com ela ao colo, enquanto a enfermeira me cozeu.
Gostava de me lembrar de tudo na altura da expulsão, mas tenho noção que me varreu da cabeça imensas coisas, por exemplo o meu amor diz, que eu dei beijinhos nos pezinhos da pucunina quando ainda estava com o cordão preso a mim, e disse «minha filha linda», mas eu não me recordo de nada.
É estranho, mas deve ter sido do cansaço ou sei lá...