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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Medos

Em um Blog de outra mãezinha, encontrei um post sobre os sentimentos de uma mãe depois do parto.
Poucas mães escrevem sobre isso. Será por ser difícil falar?
Eu nem sei se o que sinto é normal, ou não.
O que sinto é o enorme medo de ficar sozinha com a minha pucunina, medo de não dar conta do recado, medo de não estar a ser a mãe que ela precisa, medo de falhar.
Dou por mim, quando estou sozinha com ela, a chorar, ou porque ela refila por estar com sono e eu não estou a conseguir adormecê-la logo, ou porque me sinto muito cansada, outras vezes porque quando estou com ela nem consigo por vezes tomar banho sequer porque ela ocupa toda a atenção.

Acordo a maioria das vezes esgotada, por ela mamar de duas em duas horas durante a noite, e mesmo as horas que consigo dormir estou sempre com pesadelos.

O último pesadelo sonhei que a minha mãe a tinha deixado na rua só de fraldas, e eu fui encontrá-la geladinha, acordei tão aflita e a chorar baba e ranho fui logo ver se a minha pucunina estava fria com medo.
Este pesadelo mostrou-me além do que eu já sabia, o quanto amor eu sinto pela minha pucunina, aquele amor que não dá para explicar.
Aquele amor, que podemos dizer que já não podemos viver sem ele.
E vocês? Amigos Bloguistas, que sentiram depois do parto?
Será errado a forma que eu penso?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sustos

Na maternidade colocaram logo a minha pucunina junto de mim a passar a primeira noite, nessa noite e nos dias que se seguiram na maternidade senti-me impotente, tinha muitas dores e as condições do hospital não ajudavam em nada.
Queria dar toda a minha atenção à minha pucunina e não conseguia, demorava quase 10m para descer daquela cama horrível, outros 10m para subir para a cama, sentar-me nem pensar, tinha que subir atirando-me para a cama de barriga para baixo (porcaria de camas tão altas aquelas).

Ajuda, nem valia a pena pedir às auxiliares, que elas respondiam-te para fazer eu.

Estava ansiosa para ir para a minha rica casa, ai se estava.

Entretanto tive alta, quando a minha pucunina foi observada para ela ter alta também, assustaram-me a dizer que ela tinha que ser observada por um cardiologista, porque achavam que tinha um sopro do coração, mas que o cardiologista só iria aparecer passado dois dias mais ou menos, que tinha que ficar lá.

Pânico, correram-me lágrimas pelos olhos, só queria que a minha pucunina fosse saudável e só queria ir-me embora dali.

Passou um dia, passou o segundo, eu já a pensar que só ia ao cardiologista no dia a seguir, mas às 20:50 apareceu e ela foi observada, ela e mais uns 4 bebés e nada, nenhum dos pucuninos tinha nada, respirei de alivio, a pediatra que estava lá perguntou a todas nós se queríamos ter alta naquela altura mesmo.

E nós claro, fartas de estar ali, e de ver as outras mães das camas ao lado a irem embora, e nós ficarmos, dissemos todas que sim.

Mas mesmo assim, ainda me assustou mais uma vez, a dizer que tinha que observar mais uma vez a minha pucunina porque achava que ela estava muito amarela, que poderia ser intericia, mais um susto, pensei «Não vou hoje para casa, estou a ver».

Chegou à outra sala para a observarem e nada, não tinha nada, a desculpa para me assustarem era que a culpa era da luz da sala anterior, que a fazia amarela.

Sinceramente vontade de espancá-los pelos sustos pregados.

Às 01:00 tive alta mais a pucunina, nunca aquele hospital deu alta tão tarde.

Respirei de alivio, finalmente em casa....

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Relato do PARTO

Olá queridos bloguistas, desde já agradeço o vosso carinho demonstrado pelo nascimento da minha pucunina, muito obrigado.
Ora vamos lá nós ao relato de "como foi o dia".
Como devem ter lido, eu tinha uma ecografia marcada para dia 13, mas nunca cheguei a ir a Luana resolveu vir mais cedo.
Comecei com contracções às 4 da manhã do dia 12 de Junho, quando começaram a ser intervaladas de 5 em 5 minutos lá fui eu a caminho para o Hospital, no caso, Hospital Amadora-Sintra.
Cheguei fizeram-me o CTG e o famoso toque que eu tanto tinha receio, a médica até agiu com cautela, mas mesmo assim é horrível, mas teve que ser. Mando-me novamente para casa, dizendo que ainda tinha só 2 dedos de dilatação, que estava melhor em casa, para voltar mais tarde.
Lá fui eu para casa, já cheia de dores, as contracções não paravam, andei pela casa de um lado para o outro, deitei-me, respirei, coloquei-me de cócoras, só faltava fazer o pino.
Às 16H voltei ao Hospital, fiz o CTG e fiquei já no Hospital.
Mal lá cheguei pedi logo a famosa "Epidural", e nada, recusaram-se, com a desculpa, que as coisas iam ser rápidas.
Colocaram-me numa sala de totalmente sozinha a lamentar-me para as paredes com dores, não deixaram entrar o meu amor para ao menos eu tentar ficar calma. De vez enquanto aparecia lá um médico, para fazer o toque, horrível, simplesmente horrível, muito bruto, rebentou-me as águas com um género de um ferro, e toca de meter a mão, ia trepando pela maca acima, já não me chegava as dores as contracções quanto mais o médico.
Continuei a pedir a epidural, já lágrimas corriam-me pela face, «Dê-me epidural, não aguento mais», e nada, desta vez já estava com vontade de enforcar o médico, do qual respondeu-me «Não seja maricas, que está quase, os anestesistas não podem vir que estão com as cesarianas».
Já estava quase a entrar em pânico, só aí a enfermeira com pena, ou sei lá o quê, resolveu chamar o Cláudio para o pé de mim, foi ele chegar e eu a entrar para a sala de partos com ele.

A parte da expulsão custou-me sim, foram ainda precisas várias tentativas, e só depois a enfermeira fez a famosa "episiotomia" porque a pucunina não cabia, levei bastantes pontos, por dentro e por fora.
Mas depois da minha pucunina ter saído, foi um alivio que nem sei explicar.
O pai portou-se muito bem, cortou o cordão umbilical, e teve com ela ao colo, enquanto a enfermeira me cozeu.
Gostava de me lembrar de tudo na altura da expulsão, mas tenho noção que me varreu da cabeça imensas coisas, por exemplo o meu amor diz, que eu dei beijinhos nos pezinhos da pucunina quando ainda estava com o cordão preso a mim, e disse «minha filha linda», mas eu não me recordo de nada.
É estranho, mas deve ter sido do cansaço ou sei lá...